Akai Ito


Parou e viu, no rosto, a fome da criança,
numa rua ao abandono, solitária e carente.
Fugiu mas voltou numa ânsia premente,
nesse momento, a vida mudou para sempre.

Seus olhos eram vozes a implorar,
suas palavras foram apenas barulho.
Sem entender o senso do destino,
apercebeu-se que era apenas um menino.

Corpo e espírito encerravam dolorosos segredos,
tenra idade mas de história devastadora,
pequenos gestos de bondade, atitude reveladora,
capacidade de amar, daquela grande senhora.

Plácida e triste estava destinada a encontrar.
Independentemente do tempo, lugar ou circunstância,
aquele a quem invisivelmente estava conectada,
pelo fio vermelho do destino que permitia sentir-se amada.
Enviar um comentário